domingo, 30 de outubro de 2011

Cronica - Preto e Branco

Preto e Branco

Num palco tinha dois homens um de terno preto e outro de terno branco.
B – Por que estamos aqui?
P – Por que estamos neste local? Estamos aqui para discutir as coisas que há no mundo.
B – E quais são?
P – Tudo!
B – Ok! Então vamos discutir sobre tudo. Hum... Mas por onde começamos?
P – Do começo!
B – E qual é o começo?
P – Vamos falar primeiro sobre a vida, pois ela é o começo de tudo, não concorda?
B – Concordo! E digo que não a nada mais lindo do que a vida.
P – Sim! Ela é bela, porém, ela também é bastante cruel.
B – Cruel não, mas sim uma professora.
P – E os sentimentos meu caro?
B – São tantos, por qual começamos?
P – Do primeiro...
B – E qual vai ser o primeiro?
P – Vamos falar sobre a alegria.
B – Alegria! Alegria é um dos sentimentos que o homem não criou, alegria é puro, simples, alegria é felicidade, felicidade de estar vivo e ter tudo o que gosta ao seu lado, alegria é alegria.
P – Alegria, pode se torna tristeza.
B – Nos fale como é a tristeza.
P – Sim eu a conheço bem, tristeza é amiga da solidão, ambas andam juntas, esse talvez seja um dos sentimentos que foi descoberto ou melhor, foi criado pelo homem, tristeza e triste, infeliz é refugio para a solidão.
B – Mas a amizade salva a tristeza e a solidão.
P – Como, se no mundo não podemos contar nem conosco? Como?
B – Simples! A amizade é alegria, felicidade, companheirismo...
Preto interrompe o Branco.
P – Errado! Amizade só faz trazer mais sofrimento. Quando os humanos estão em situação de risco, angústia, desespero e dor, onde estão os amigos? Eles somem, afastam-se, isso é a amizade?
B – Não! Isso é o lado escuro do homem e dos sentimentos.
P – Então diga-me o lado iluminado.
B – Talvez não exista muitos amigos, mas os que existem sabem dar valor e respeito a amizade e ensinam como é bela a amizade, a verdadeira amizade.
P – Amizade em...Vamos mudar de sentimento.
B – E qual vai ser agora?
P - Medo e coragem.
B – Do medo eu não sei muita coisa,mas da coragem posso dizer que ela existe.
P – só isso! Então concorda que a humanidade está tomada pelo o medo.
B – Sim! Está tomada pelo medo de ser feliz.
P – Não! Medo dos homens, digo melhor.
B – Dos homens...
P – Isso mesmo, dos homens, pois foi o homem que ciou o medo para impor os mais fortes dos mais fracos, ricos e pobres, para impor a diferença de raça, estudo e vida.
B – Ai que entra a coragem.
P – Como? Se o medo predomina.
B – Existem seres humanos que não aceitam o medo e lutam por um mundo melhor, eles representam a coragem.
P – Talvez, mas o medo os silenciam, mais cedo ou mais tarde.
B – Mas sempre vai aparecer mais e mais.
P – Agora vamos falar sobre...
Branco interrompe o Preto.
B – Amor!
P – Por que não! Comece.
B – Ahn, amor... Sinceramente não tenho muito o que falar do amor, pois o amor não pode ser explicado, mas sim sentido. A melhor explicação para o amor é vivê-lo.
P – Sábias palavras, mas amor também traz outros tipos de sentimentos.
B -Quais?
P – Já que perguntou, lá vai, dor, medo, tristeza, angústia, dúvida, mentira, pois o amor pode ser belo mas porém não é perfeito.
B – Errado! Se o que diz é amor, está errado isso não é amor, por acaso vos sentiste o amor?
P -E como vou saber?
B – Então não fale o que nada sabe.
P – Está certo, mas olhe a plateia.
B – Para onde foi ela?
P – Esse é um dos defeitos que o homem criou.
B – Não saber ouvir e entender as coisas e fatos da vida, sendo elas justiças e injustiças, bem e mal, não saber ver a vida.
P – Agora concordamos em algo.

Autor: Miqueias Santos

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